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Saturday, July 05, 2008

O sequestro do Dióxido de Carbono

O dióxido de carbono é um dos gases que mais contribui para o efeito de estufa terrestre. Embora hoje ao falar de efeito estufa se associe imediatamente a algo de prejudicial, este fenómeno é indispensável à vida na Terra pois sem ele, viveríamos nuns desconfortáveis -19ºC.
Um equipa de cientistas da Universidade Fernando Pessoa do Porto, liderada pelo geólogo Lemos de Sousa, encontra-se a estudar a possibilidade de utilizar as minas abandonadas que fazem parte da Bacia Carbonífera do Douro para sequestrarem o dióxido de carbono nas massas carboníferas, concretamente na antracite.
Confusos?
O método pretende injectar nos poros e nas fracturas desses carvões, o dióxido de carbono que passa a ficar guardado para a eternidade no seio dos carvões. Ao penetrar nos espaços vazios dos carvões, o gás empurra para fora o gás natural - chamado metano do carvão, podendo este constituir uma alternativa energética importante.
Na Europa, apenas a Noruega utiliza os jazigos petrolíferos no mar do Norte para proceder a esta técnica de sequestração geológica do dióxido de carbono nas massas petrolíferas. Mas este é ainda um processo que faz parte da especulação científica.
Existe um conjunto de incógnitas essenciais que falta compreender: se o ritmo de entrada e fixação do CO2 no carvão for inferior ao ritmo de produção do gás pelas empresas o processo deixa de ser interessante do ponto de vista industrial. Outra incógnita é saber a profundidade necessária para fixar o gás no carvão pois esta poderá corresponder a um valor onde já não existam jazigos carboníferos. A qualidade da água que resulta do carvão também é afectada tendo que ser tratada antes de entrar nos circuitos de distribuição.
Entretanto, com a crise do petróleo, a maioria dos países desenvolvidos incluindo os da União Europeia vão voltar-se de novo para o carvão como nova alternativa ao petróleo para a produção de energia. E sabemos bem as consequências da queima dos carvões: mais emissões de CO2 para a atmosfera. Quando se tenta resolver os males gerados pela formação de CO2 este facto parece contraditório, não?
A solução será definir quais as bacias a explorar para produção de energia e quais as que serão utilizadas para sequestrar o gás atmosférico com efeito de estufa.
E as fontes de energia renováveis? Bem, a energia eólica e a energia fotovoltaica ainda não constituem verdadeiras alternativas para alimentar a economia das empresas a nível mundial.

Monday, June 16, 2008

Veículos a Hidrogénio

O facto de ter lido uma notícia acerca da empresa japonesa Honda estar a preparar a comercialização de veículos movidos a hidrogénio e electricidade, lançando apenas vapor de água para a atmosfera faz-me fazer a seguinte reflexão sobre os contras da utilização deste tipo de combustível:
  • É necessário um volume muito maior para armazenamento de combusível nos carros relativamente aos depósitos que são utilizados presentemente para o gasóleo ou gasolina;
  • O fabrico deste tipo de combustível necessita de novas linhas de montagem que as empresas não têm, permitindo a construção de pouco veículos de cada vez;
  • O hidrogénio é obtido pela transformação de combustíveis fósseis e não pela electrólise da água - processo pouco rentável;
  • O hidrogénio é muito reactivo, podendo levar a explosões - caso dos space shuttle;
  • Falta de incentivos à investigação científica.

Pela razões apontadas ainda é cedo para que os veículos movidos com células de hidrogénio, mesmo utlizadas em alternância com um dispositivo eléctrico - como é o caso do Prius da Toyota, ainda não são opções reais que possam ser generalizadas a todos os utilizadores.

Wednesday, June 11, 2008

Escassez de tudo

De volta às lides bloguistas depois do desespero dos últimos dias, para cumprir metas e prazos... e o que é que encontramos?
Um país esfrangalhado ou melhor uma península à beira do caos;
O protesto dos camionistas motivado pelo aumento do preço dos combustíveis conduziu a um estado de calamidade eminente vivido um pouco por todo o país.
Os últimos dias têm sido semelhantes a um cenário de guerra, num país à beira da ruptura onde bens essenciais escasseiam nas prateleiras dos supermercados, ao mesmo tempo que se torna impossível o abastecimento de combustível nos postos de gasolina.
Por enquanto as gotas do precioso combustível não existem por impossibilidade de reabastecimento, mas daqui por pouco tempo o cenário poderá ser igual ou ainda pior quando deixar de existir petróleo.
Que os tempos presentes sirvam para perpectivar cenários futuros, se entretanto os hábitos de vida da sociedade moderna assentes no consumo desenfreado e nos derivados do petróleo se mantiverem.
E poupem! Poupem muito. Mesmo que para isso não participem nas caravanas de apoio à selecção nacional.
Vejam a rtp 1 que já não tem o intragável Jorge Gabriel com cara de sonso, a vender perguntas com respostas que nem ele sabe para 25 euros.

Thursday, May 29, 2008